Mês: março 2019

Com suas peças trabalhadas e cenas extravagantes, a chinoiserie, que conquistou a Europa nos séculos 17 e 18, resiste ao tempo e traz sofisticação ao décor. O japonismo não deixa por menos. O culto ao Oriente é uma forte tendência que não mede escala: as peças vão das pequenas estátuas e dos vasos azuis e brancos, a bancos, cadeiras, papel de parede e biombos. Confira a seleção e abrace esta mania asiática! 

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Tradição mundial de fabricação de cerâmica e porcelana, a China influenciou ingleses, franceses e portugueses – famosos por suas porcelanas – com a qualidade técnica dos produtos.

A China produz  cerâmica desde 0 III milênio a.C.! Toda essa influência deu início ao que chamamos no design de interiores de Chinoiserie.

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Segundo a Wikipedia :

Chinoiserie é uma palavra francesa que designa a imitação ou evocação dos estilos chineses na arte ou na arquitetura ocidentais. O termo é aplicado particularmente à arte do século XVIII, quando desenhos pseudochineses de inspiração fantástica e extravagante combinavam bem com o alegre estilo rococó que dominava na época.

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Decorar com as coisas que você tem e que tem significado pra você é o que traz personalidade para a decoração. Isso é ainda mais verdadeiro na decoração de quarto, o espaço mais íntimo da casa.

A cama é a peça mais importante do quarto, por isso a decoração do quarto deve ser pensada em função dela.

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1. Posição da cama

Muitas vezes uma mudança na posição dos móveis é suficiente para mudar totalmente o clima de um ambiente. Teste a posição da sua cama mesmo que pareça loucura.

Quem disse que é proibido colocar a cabeceira embaixo da janela ou encostar o pé da cama na parede?

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2. Cabeceira

O ponto focal de um quarto é a parede da cabeceira da cama e muitas vezes ela acaba ficando pelada porque não sabemos o que fazer. Isso dá uma sensação de vazio que deixa o seu quarto frio e nada aconchegante.

Procure nos seus armários um lenço, uma canga ou uma colcha esquecidos e fixe na parede com fita adesiva dupla-face.

Se você for adepta do DIY, crie desenhos com cestas ou peneiras.

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3. Mesinhas de cabeceira

Na hora de decorar com o que você já tem, pense como se você estivesse garimpando preciosidades em uma feirinha de antiguidades. Um móvel que está sobrando na sala pode ser a peça que faltava para dar um toque especial no quarto.

Substitua as mesinha de cabeceira sem graça por uma cadeira ou maletas antigas.

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Um móvel fora de contexto, como uma cristaleira usada como sapateira ou um baú como mesa de cabeceira ou ao pé da cama, dão aquele toque de inusitado que dá alma aos ambientes.

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De quebra, ao reutilizar seus pertences você contribui duplamente com o planeta. Evitando o descarte de matéria-prima que demoraria décadas para se decompor no lixão e economizando os recursos naturais que seriam necessários para produzir peças novas.

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Decoração com personalidade é o único tipo de decoração possível, senão não é decoração.

É só um bando de móveis e coisas juntadas sem propósito e sem história.

Neste post eu vou te mostrar como criar uma decoração com personalidade, a SUA personalidade.

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Decoração com Personalidade. Uma casa com personalidade é aquela que exibe sinais de vida em cada cantinho.

É uma casa em que cada objeto conta um pedacinho da história de quem vive ali. Onde os objetos que têm significado para os moradores são exibidos com orgulho e de um jeito charmoso.

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Que objetos usar para criar uma Decoração com Personalidade?

Use os seus “tesouros particulares”. Exponha-os com orgulho pela casa. Seus tesouros particulares são aqueles objetos que trazem boas lembranças, contam histórias e fazem com que você se sinta acolhida e protegida.

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Livros

Na era da tecnologia onde fazemos tudo digitalmente, há uma sensação quase mágica em folhear um livro.

Livros são um convite à reflexão e à troca com o outro. Sabe quando lemos um livro que nos toca profundamente e logo queremos compartilhar com os amigos? Expor seus livros na decoração é isso, oferecer às pessoas que entram na sua casa uma visão sobre quem você é.

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Arte

Não precisa ser um quadro caro. Mas tem que ser original.

Original no sentido de único, singular, que não é uma cópia ou uma reprodução. Pode ser o desenho mais bacana do seu sobrinho, uma foto espetáculo que você tirou numa viagem ou um quadro que você comprou baratinho em uma feira de antiguidades. O importante é que tenha sido criada por uma pessoa, não por uma máquina e tenha algum significado para você.

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Fotos

Decorar usando fotos de família definitivamente não é uma unanimidade entre os decoradores e designers de interiores.

Muitos profissionais acham que fotos pessoais só devem ser expostas nas áreas íntimas da casa, nunca na “sala de visitas”. Eu acho que a SUA casa tem que ser decorada para VOCÊ.

Você ainda pode usar fotos para decorar com personalidade. Use fotos de viagem, fotos antigas ou faça recortes divertidos em fotos de família.

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Use estantes e prateleiras para exibir suas coleções.

Procure agrupar os objetos por tema ou por cor para dar unidade ao conjunto.

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Móveis de família

Perfeito é chato!

Um ambiente todo combinandinho, onde os móveis são todos do mesmo conjunto, as cores da mesma família, os acabamentos do mesmo material, é um ambiente entediante. Para criar interesse visual e fazer as pessoas se sentirem acolhidas, misture!

Misture móveis antigos de família com móveis de design mais contemporâneo sempre procurando criar contraste entre materiais.

Vale misturar madeira com metal, estofado com vidro, estampado com fibras naturais.

Sua casa vai ser única e não um espaço saído de um catálogo de loja.

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1 Dose de Humor + 1 Dose de Esquisitice

Em decoração, assim como na vida, 1 dose de humor + 1 dose de esquisitice é fundamental.

Um elemento inesperado, engraçado ou bizarro tem o poder de fazer as pessoas se sentirem à vontade.

Uma decoração bem-humorada cria uma atmosfera relax na sua casa.

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Há tempos o famoso conceito “misturar para combinar” faz sucesso nas passarelas e vem ganhando cada vez mais espaço na decoração também.

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Hoje quero encaixar esse assunto em uma vertente diferente e que é a minha especialidade: a decoração. Separei algumas dicas para mostrar como levar o mix & match para dentro de casa e quais são as melhores maneiras de fazer isso. Confira!

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Como começar?

O mais importante para quem quer mergulhar no universo mix & match é começar pelo simples. Escolha uma paleta de tons suaves e selecione padronagens que possuam em comum todas as cores contidas nela. As almofadas abaixo são um ótimo exemplo, pois seguem a mesma estampa da colcha.

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Próximos passos

Para aqueles que querem dar um passo à frente do básico, o segredo está na mistura de propostas distintas. 

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Misturas à mesa

Quem disse que essa mistura não pode compor a mesa também? Se você não possui um conjunto composto por peças distintas, vale improvisar utilizando pratos e taças de coleções diferentes que você já tem no armário. Esse é um jeito criativo de impressionar os convidados e colocar seu toque pessoal.

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É hora de se aventurar!

Agora que você já sabe um pouquinho mais sobre o mix & match na decoração, está na hora de soltar a imaginação e se desprender dos padrões comuns. A fase avançada (e mais linda) dessa tendência é imprimir o conceito em cada pequeno detalhe. A mistura começa a valer não apenas para estampas, mas também materiais, estilos e texturas. Nessa fase não existem regras e nem certo e errado, o que mais importa é deixar transparecer a personalidade. Não tenha medo de experimentar novas possibilidades, porque é assim que os ambientes mais interessantes são criados.

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Se você não é a Alexa Chung nem a Iris Apfel, eu tenho certeza que você já deve ter se feito a fatídica pergunta: Será que eu tenho estilo?

A resposta é simples:

Todo mundo tem estilo!

Mas eu entendo que neste mundo cheio de referências e influências em que a gente vive, muitas vezes é difícil identificar seu estilo pessoal.

Então, se você adora um milhão de estilos diferentes mas tem dificuldade em encontrar aquela mistura especial que reflete a sua personalidade ou sabe do que gosta mas não sabe como traduzir esse estilo na decoração, esse post é pra você!

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1. Comece respondendo estas perguntas:

Eu sou minimalista ou maximalista? Se reconhecer como minimalista ou maximalista tem a ver com a sua visão de mundo.

A visão de mundo da pessoa minimalista é que para viver bem ela só precisa do essencial.

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Já a pessoa maximalista sente prazer em se cercar de coisas bonitas, mesmo que elas não cumpram uma função específica.

Ao contrário do minimalista que se sente oprimido pelos objetos, o maximalista sente que os objetos são seus amigos. Ele precisa de “coisas” para se sentir acolhido.

Entender se você prefere uma casa com menos “coisas” ou um visual mais, digamos, exuberante é fundamental para guiar suas escolhas de decoração, desde a paleta de cores até o acabamento dos móveis.

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Que tipo de materiais me atraem?

Observe as escolhas que você fez na sua casa e suas imagens de inspiração e responda:

Como são os acabamentos dos móveis? São macios e estofados com muitas curvas ou são “secos”, lisos e com linhas retas.

As superfícies são rústicas e opacas, como na madeira de demolição, ou são high-tech e brilhantes como na laca? Você é mais atraída por estampas geométricas ou florais?

Conhecer as texturas que te atraem vai te ajudar a fazer escolhas e misturar peças com segurança.

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Como meus ambientes favoritos fazem eu me sentir?

As respostas das perguntas 1 e 2 começaram a formar uma história, percebeu?

Dedique um tempo para analisar suas imagens de inspiração e procure associar sensações a elas.

Esses ambientes te fazem sentir relaxada ou sofisticada ou animada?

Descobrir as emoções por trás das suas escolhas vai te ajudar a entender a diferença entre um estilo que você acha bonito, mas nunca usaria na sua casa, e o estilo que verdadeiramente te representa.

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2. Faça uma lista das coisas que você ama

Esqueça a decoração por um momento e foque nas coisas que você ama. Quais são suas roupas preferidas, aquelas que te deixam poderosa? Você ama ou odeia perfume? Na hora da maquiagem prefere olhão ou boquinha? Qual foi sua viagem inesquecível? E aquela cidade que você sonha em visitar? Filmes e músicas favoritos? Como eles te fazem sentir? São comédias românticas ou suspenses? Qual é seu restaurante favorito? Como é a decoração lá? Que tipo de móveis? O clima é formal e sofisticado ou informal e descolado?

Quando você pensa na casa dos seus amigos, qual mais chama a sua atenção?

Por que? O que ela tem de diferente?

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3. Escolha com o coração

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4. Faça um moodboard

Moodboard é uma colagem de imagens que traduz visualmente a atmosfera, o “clima” (mood) transmitido por um ambiente.

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5. Identifique o que tudo isso tem em comum

Depois que você fizer os 4 passos acima, você vai perceber que suas respostas começam a contar uma história. A SUA história.

Você vai notar que padrões irão surgir, algumas referências serão dominantes. Podem ser referências de cores, texturas, materiais e até sensações. Procure por palavras que descrevam esses padrões.

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Faça uma lista e use estas palavras para descrever seu estilo de decoração.

Precisa de inspiração? Aqui vão algumas para te ajudar, mas não se prenda a elas!

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